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Dell e o trote


Em mercados altamente competitivos, como o de automóveis, é prática comum ver um fabricante pegar um produto antigo, dar uma nova roupagem, elaborar nova campanha de marketing e relançar o produto como novidade.
Diversos sites noticiariam que a Dell vai iniciar a fabricaçao de PCs e notebooks destinados a mercados emergentes; essa notícia, que foi evidentemente plantada pela Dell (vejam a repercussão), não traz nenhuma novidade.
As tais máquinas para mercados emergentes são os Dell Vostro, lançados no Brasil já há mais de um ano. Segundo a Dell, "a linha vai ser produzida na unidade de Hortolândia (SP), dentro do programa de governo Processo Produtivo Básico (PPB), que garante incentivos fiscais, e chega ao mercado até o final deste ano".
O PPB é um programa de incentivos criado no âmbito do Ministério da Ciência e Tecnologia; a lei 11.077 de 2004, última a atualizar o PPB, permite "a microcomputadores portáteis e às unidades de processamento digitais de pequena capacidade baseadas em microprocessadores, de valor até R$ 11.000,00 (onze mil reais), bem como às unidades de discos magnéticos e ópticos, aos circuitos impressos com componentes elétricos e eletrônicos montados, aos gabinetes e às fontes de alimentação, reconhecíveis como exclusiva ou principalmente destinados a tais equipamentos", a "redução de 95% (noventa e cinco por cento) do imposto devido, de 1o de janeiro de 2004 até 31 de dezembro de 2014." Ou seja, a lei já existe há bastante tempo, e, se beneficia a Dell, não é de agora.
A Dell aproveitou ainda para anunciar que "essa será a primeira família de microcomputadores da Dell que não será vendida em seu site na Internet", e que "os cerca de 64 revendedores já credenciados vão ser treinados para os novos equipamentos e poderão oferecer linhas de financiamento específicas para as pequenas e médias empresas, de acordo com o executivo". Parece que a iniciativa anunciada em setembro do ano passado não avançou, e a Dell agora está tentando (e conseguindo) trazer o fato novamente para as manchetes.
Ao final, a Dell "afirmou ainda ser prematuro estimar de quanto será a redução de preços porque a produção não começou, mas garantiu que o preço de entrada será menor que qualquer outro vendido pela Dell hoje". Ora, o Vostro já é a linha mais barata vendida pela Dell. E anunciar que no futuro eles serão mais baratos não é nenhuma novidade.


Dell tablet e sua moderna tela multi-touch


A Dell apresentou hoje uma nova versão do seu modelo tablet Latitude XT, com uma tela multi-touch que utiliza um novo conceito em tecnologia (clique aqui para comentários e um filme sobre o novo Latitude XT).
A nova tela é capaz de reconhecer diversos toques que foram popularizados pelo iPhone, da Apple; por exemplo, pode-se mover um objeto arrastando-o com um dedo, pode-se encolher e esticar objetos utilizando movimentos de polegar e indicador, pode-se programar o significado de toques com dois dedos para comandar diversos programas; segundo a Dell, a tela já teria comandos pré-programados para interação para programas como Microsoft Office, Firefox e Google Earth.
Segundo a Dell, o Latitude XT empregaria uma nova tecnologia de reconhecimento de toque, desenvolvida pela empresa israelense N-trig. Nos sensores tradicionais, o toque é reconhecido pela pressão exercida pelos dedos; no iPhone e em outros tablets, utiliza-se um fenômeno chamado efeito capacitivo (o contato humano causa acúmulos de cargas na tela, e esse acúmulo informa ao processador onde a tela foi tocada).
Na nova tecnologia da n-trig, provoca-se a circulação de uma baixa corrente elétrica através da tela, a qual é distorcida pelo contato da pele humana. Essa tecnologia permite que a tela aparente ter maior sensibilidade (reconhece toques ainda que leves e rápidos) e maior precisão (pode-se, por exemplo, medir com mais facilidade a distância entre dedos e sua movimentação).
Com essa nova tecnologia, ficará mais fácil a utilização simultânea de toques e canetas. Graças à alta precisão, a tela será capaz de reconhecer que a palma da mão teve um toque acidental, enquanto o usuário manipulava a caneta.
E a tecnologia promete ainda mais. De acordo com os engenheiros da n-trig, o limite não está na tela nem na tecnologia, e sim na capacidade que o computador, o sistema operacional e o programa terão de reconhecer e processar os toques. Seria possível, por exemplo, implementar facilmente um teclado virtual sobre a tela (uma da inovações do Windows 7, previsto para 2010, será a capacidade de lidar com telas de toque).

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